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Resenha: O Voo da Estirpe - Livro I - Caminhos para a Libertação


  • Autora: Adriana Vargas
  • Editora: MODO Editora Tradicional
  • ISBN: 9788580451351
  • Páginas: 226
  • Ano: 2012 - 2º edição
Sinopse:
Clarice - sua mente refratária não para, buscando pelas lembranças ou sentimentos. Um dia ela se lembrará como tudo aconteceu, caso consiga acordar e se lembrar... Seu corpo está inerte. Aparentemente morta, trazia a pele fria pelo desamparo e solidão. Na boca, um tubo alimentava-a de forma robótica. No nariz, um ar mecânico enchia seus pulmões. No coração – a lembrança viva de Klaus. Na mente, experiências no estado quase-morte confundiam sua realidade, ela não sabia mais em qual parte da vida vivia - dentro ou fora do coma. Onde está ou esteve Klaus? Ele existe ou está morto ou é fruto de sua imaginação? Clarice mergulhará para buscar tais respostas; atravessará as barreiras e limites da compreensão para - encontrá-lo ou reencontrá-lo? Cabe ao leitor descobrir se é verdade ou fantasia os momentos de Clarice... Quem é Clarice? Os mortos estão entre nós? Encontre esta obra em qualquer livraria da Cultura em sua cidade ou no site da Editora Modo.

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Resenha:

"O Voo da Estirpe 1 foi escrito propositalmente de forma introspectiva para que se descubram os confins do eu. Não é uma leitura indicada para pessoas que vivem fora da abstração do ser, porém sua mensagem poderá chegar a sensações que ainda não descobriu em si."
O Voo da Estirpe tem sua história contada na cativante Paris. Nossa protagonista, Clarice, vive sozinha, ela escreve para um jornal local e está em busca de sensações que ainda não vivenciou. Na busca de tais sensações, ela conhece Klaus, um homem misterioso e que a princípio a segue e sabe tudo sobre ela. Mas como isso é possível? Porque este homem desperta tantas emoções em Clarice? Porque ela escuta vozes que não entende o significado? Porque as pessoas aparecem e desaparecem e as vezes parecem não percebê-la?

Pois bem, confesso que no começo, me senti surpresa com a intensidade dos sentimentos e devaneios de Clarice. Em alguns momentos ela fugia totalmente do que estava sentindo e partia para uma sensação nova, depois voltava para a antiga. Isso me fez até reler algumas páginas para saber se eu havia lido certo. Clarice não esconde de ninguém sua verdadeira natureza. Fala o que pensa, não tem muito prazeres na vida. Seus sentimentos são intensos e avassaladores. 
"Poderia fazer um monte de coisas somente para dizer um frase: eu existo, apesar da loucura. Da solidão. Do desespero. Da dor. Do vazio. Das lembranças...
Hoje eu vou ficar viva.
Não vou chorar."
Klaus aparece em sua vida como um presente. Uma paixão sem limites e sobretudo irreal. Clarice sente que o conhece desde sempre, que ele é a parte que faltava em si. Klaus então, passa a ensinar a Clarice, o verdadeiro sentido da vida. Viver cada dia como se fosse o último. Klaus é a melhor parte do livro! Todos os capítulos em que ele aparecia, me enchia de uma sensação estranha que não sei identificar. Um homem que merecia existir. Sua força de vontade e carisma, mesmo diante do destino incerto, me deram vontade de seguir com ele por todos os lugares do mundo!
"Ele tinha invadido minha privacidade, vigiando-me, seguindo meus passos e, mesmo assim, não me sentia irada. Apenas intrigada, afinal, isso era algo incomum, só acontecia nos filmes e, agora, comigo."
"Ele parecia ser mais surreal do que as outras pessoas. Eu não sei dizer, mas existe algo mais acontecendo entre nós. Algo que não consigo definir, mas um de nós não é real."
Em algumas partes senti muita raiva de Clarice. Para uma pessoa que se diz extremamente curiosa, ela aceitava tudo sem questionar. Isso me incomodou muito. Mas creio que tenha sido criado intencionalmente pela autora, pois este livro tem continuação e os verdadeiros segredos serão descobertos no próximo volume.

A história em si é muito bonita e te traz uma questão que poucos livros trazem: você acredita que a alma é imortal e pode perpetuar de um corpo a outro? Sim. Eu acredito. E foi justamente isso que me fez terminar de ler o livro. Viver uma vida toda e depois descobrir que não passou de um sonho pode ser estranho para outros. Mas pra mim foi mais que revelador. Não tenho nenhuma formação nesta área, mas gosto muito de ler livros Espíritas, então tenho certo entendimento no assunto. Quero deixar bem claro: Este livro não é espírita! É apenas a divagação de um ser que não sabe seu lugar no mundo. Uma história narrada em primeira pessoa que vai fazer você querer entender mais sobre o assunto.

O livro é lindo. A capa é perfeita. A diagramação é linda. Os capítulos são divididos por títulos e números, as páginas são amarelas e os detalhes em algumas chega a ser incrível. A autora criou uma personagem onde você pode se identificar em diversos pontos. O livro é cheio de citações maravilhosas e pensamentos positivos (as vezes a Clarice chega a ser negativa demais, mas isso passa). A autora soube criar uma personagem perturbada, que faz você sentir raiva dela e duas páginas depois, pena. A escrita da Adriana é incrível, tudo com muito sentimento e questões que chegam a enganá-lo! Estou ansiosa para ler O Túnel do Tempo, que é a continuação deste livro. Espero que seja tão bom quanto!

Avaliação:



Sobre a autora:


Nascida em 27 de dezembro em Anápolis, Goiás, veio para Mato Grosso do sul ainda pequena. Começou a escrever desde que aprendeu a ler, pois seus pais compravam enciclopédias infantis ilustradas para incentivar seu gosto pela leitura, enquanto as crianças brincavam no quintal. Imaginava histórias que nunca viveu e as passava para o papel. Esses escritos, porém, eram escondidos debaixo do colchão. Ao serem revelados, venceu o seu primeiro concurso literário aos oito anos de idade, representando seu estado em nível nacional, o que lhe deu a segunda colocação no Concurso Mirim, realizado em 1978. Aos treze anos escreveu seu primeiro romance. No ano de 2000 entrou para a Academia de Direito pela Universidade UCDB, sendo uma das alunas mais aplicadas do curso. Apaixonada por leitura filosófica, procurava por obras de autores como Platão e Hanna Arendt. Encantou-se com os Iluministas e as histórias das antigas civilizações. Participou de projetos, como o incentivo às cooperativas.
Hoje afastou-se das práticas forenses, buscando novos desafios, tendo uma parte de seu tempo dedicado arduamente aos seus livros e leituras de livros como filosofia, sociologia, civilizações antigas e ao trabalho que desenvolve em prol dos novos autores no Clube dos Novos Autores, onde é coordenadora geral. A sua contribuição para com a literatura brasileira é ressaltar os valores escondidos longe da hipocrisia. Fala dos sentimentos como são e da vida como é. Nas entrelinhas de seus escritos estarão ressaltados os valores esquecidos pela marcha do capitalismo emergente.Todos os seus trabalhos são palpados em pesquisa de campo junto à realidade dos comportamentos e traços característicos do que escreve, convivendo com as pessoas e situações. Questionadora por natureza, está sempre em busca de respostas.Tem o ímpeto atrativo em escrever livros inspirados em acontecimentos verídicos.                   

7 comentários:

  1. Eu infelizmente ainda não li nenhum livro da autora, mas adoraria ler, pois o povo fala muito bem deles, e sem contar que as capas são lindas e isso me chama muito atenção, e esse livro me parece ser muito interessante fiquei super curiosa pra saber mais sobre a historia dele.

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  2. Caramba eu fico com uma baita raiva das autoras que a princípio dizem que os personagens tem uma característica e ao longo da história desenvolve algo completamente diferente parecendo se esquecer da proposta original, isso tudo pra ter mais o que contar nos próximos livros e prender leitores, isso tem o efeito contrário em mim.

    Eu tbm acredito nessa teoria de que a alma é imortal, afinal eu nunca me conformei com essa coisa de morreu acabou. E as pessoas que morrem a barriga da mãe? Nunca experimentam a vida? Eu mesma nunca li nenhum livro espírita, mas minha mãe já leu os montes e gosta muito. A capa é de fato muito linda, mas o que tem por dentro eu já não posso dizer o mesmo pq não vi, mas fiquei curiosa, pq vc não tira foto, adoro esse tipo de coisa, sem contar que ia ser um assunto legal pra post...

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    1. Oi Gabriela!!!! Adorei a ideia! Vou conversar sobre isso com a Geeh!

      Muito obrigada pelo comentário!

      bjo^^

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    2. Nada Paula, seria muito bacana ter um quadro sobre diagramações de livros lindos, eu adoraria ler. Fico feliz de ter dado uma ideia útil.

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  3. Tenho vontade de ler alguns livros da Adriana. Este parece ser muito bom e a capa é bem legal.
    Ótima resenha
    beijo

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  4. Eu gostei muito da resenha!
    Gostei bastante da Clarice pela resenha e.fiquei muito curiosa com o Klaus!!!

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  5. Como já disse antes achei a capa linda.
    Lendo sua resenha eu fiquei com vontade de ler para descobrir mais sobre o Klaus.

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