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Resenha: Indiana - Lina de Alexandria

Edição: 0
Editora: Butterfly
ISBN: 9788588477100
Ano: 2002
Páginas: 216
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Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: É na Índia, terra de segredos, mistérios e tradições, que Natasha se transforma em uma nova mulher. A jovem polonesa deixa uma vida de sofrimento para trás e agora  quer ser Indiana... Amparada pela sabedoria de Dahalin e Shinara – devotos de uma religião secular – vai descobrir que a ignorância é a escuridão que precisa ser iluminada pelo conhecimento... Assim como Samsara, a roda da vida, que não para de se movimentar, Indiana, sentindo que é hora de partir, vai ao encontro do seu passado. Acompanhe-a nessa viagem emocionante que vai ensiná-la a libertar-se da amargura, perdoar e amar de verdade...


Dramático e envolvente. 


  
“Somos parte de algo muito maior que imaginamos, cada um de nós precisa fazer sua parte. Talvez você tenha fugido do que deveria ser feito”.
Indiana conta a história de uma mulher forte chamada Natasha que enfrentou todo o tipo de horrores na vida. Começando pela infância pobre na Polônia com o pai doente, onde sonhava em se casar com Jan seu noivo, porém, após o falecimento do pai, ela foi levada pelos nazistas e separada dos restantes dos parentes.
No campo de concentração ela foi escolhida pelo tenente, onde ela ficava separada das outras e sofria abusos sexuais dele. Chegado a engravidar e rejeitar esse filho, que é levado pelo pai.

Depois de um tempo o tenente vai embora e ela acaba sendo violentada por vários homens e é nestas condições que consegue fugir. (A ordem cronológica me deixou um pouco confusa, pois não dá para entender quanto tempo ela ficou presa, eu imagino que cerca de dois anos, mas não confere com o tempo da guerra).


Dahalin estava à procura da filha e acaba encontrando Natasha, como a busca não é bem sucedida acaba voltando pra Índia e Natasha o acompanha, onde ela é acolhida pela família e ensinam sobre espiritualidade e os costumes e crenças da Índia. Ela passa ter gratidão pela família e adota os costumes e trajes, tornando-se praticamente uma indiana.  Acalenta o desejo de encontrar a família, mas acaba indo trabalhar em Londres cuidando de uma criança o que futuramente descobre ser sua vocação, educar crianças. 


Mesmo tendo aprendido muito na Índia com Dahalin e Shinara, ela não consegue perdoar e esquecer o passado e oscila em relação à fé e humor. 

A partir então acontecem fatos inesperados onde ela é colocada a prova novamente, será que ela conseguirá vencer os traumas e perdoar para conseguir viver em frente?
Essa é jornada da Natasha em busca de conhecimento e paz interior.

A narrativa é gostosa e rápida, a autora descreve bem os sentimentos da protagonista o que não nos deixa indiferentes à sua dor. A diagramação é simples, com páginas brancas, o que não dificulta a leitura por causa do tamanho da letra, possui divisores de capítulos simples, bonitos e poucos, já que os capítulos são grandes. A capa é muito bonita, com relevo e verniz e cores vibrantes. Indico a leitura para todos que gostam de uma história forte, sobre sobrevivência e aprendizado!

“Quantas dores mais terá de passar para ouvir e se convencer?”.

Avaliação:  




Sobre a autora: 



Lina de Alexandria

Paulistana, divorciada, é mãe dedicada. Otimista, esta sempre esperando o melhor. A noite dedica-se a escrever. Nos fins de semana, entrega-se de corpo e alma a esse trabalho e revisa textos “inspirados pela espiritualidade”. Gosta de imaginar-se no lugar de alguns dos personagens de suas obras. Recorda que a mãe a presenteava com livros, que devorava com satisfação. Nessa época, lia tudo o que lhe caía nas mãos: jornais, revistas, historias em quadrinhos... Certa de que “a espiritualidade não nos abandona, principalmente nas horas difíceis”, procura transmitir aos leitores a certeza de que nunca estamos sós.


10 comentários:

  1. Eu gostei bastante da história pelo que você descreveu. Gosto de ler sobre histórias trágicas, isso me ensina a ser mais agradecida às oportunidades que tenho na vida. A única coisa que me deixou um pouco com o pé atrás foi quando você disse que a ordem cronológica é meio confusa, isso sempre me faz ler o livro mais devagar e voltar a leitura várias vezes, o que me atrapalha um pouco. Fora isso, o livro parece ser interessante e intenso. Não curti muito a capa, mas o que interessa de verdade é o conteúdo. Espero ter a oportunidade de lê-lo algum dia!
    Beijos!

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  2. Olá, Graça.
    O que mais me interessou nesse livro foi o fato de se passar em um período de guerra, pois me interesso muito por esse tema. Mas desanimei um pouco por causa do problema na cronologia.
    Talvez eu até dê uma chance à obra pela mensagem que carrega, mas certamente não será por agora.

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  3. Parece ser mesmo um livro forte, mostrando o tanto que essa mulher sofreu. Nossa, deve ter sido difícil pra ela seguir na vida depois de ter sofrido tantos abusos sexuais.
    Gosto desse tipo de livro, então com certeza vou ler.
    Ótima resenha! Bjs <3

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  4. Primeiro livro que você resenha que eu me sinto um pouco interessada Graça rs
    Acho que me chamou atenção por se passar no período de guerra, essas coisas sempre me interessam.

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  5. Oi, tudo bom?
    Eu ainda não tinha visto o livro, devo dizer que ele não me interessou nem um pouco, o livro também não faz muito o meu estilo literário, adorei saber a sua opinião sobre ele.
    Beijos *-*

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  6. Gosto bastante de histórias de superação assim,sempre consigo me emocionar e me conectar aos personagens da trama. Achei interessante o enredo, não conheço muitos dos costumes indianos, mas a cultura é muito interessante, eu acho que iria gostar de saber um pouco mais sobre isso.

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  7. Graça, que processo conturbado que a protagonista passou. Sem dúvidas seria uma leitura que eu quereria ler, embora alguns pontos negativos.

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  8. Oi, Graça.

    Esse é o tipo de livro que não tenho muito costume em ler, mas parece ser uma história muito bonita pela sua resenha. Mas mesmo assim acho que não leria esse livro no momento, quem sabe depois.

    Beijos.
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  9. A capa é, realmente, muito bonita. Mas, confesso que não sou muito fã de tramas como essas. Me parece que tem uma carga um pouco mais densa, apesar de ter essas reflexões em relação ao perdoar. Nesse momento não o leria. Quem sabe em um futuro bem distante, né?!?!

    @_Dom_Dom

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  10. Oii Graça :}

    Engraçado, esse não é meu tipo de leitura, mas me perdi de forma incrível na resenha .. Sempre gostei do universo Indiano e os ensinamentos que eles nos passam, e com certeza vou me encantar com a história de Natasha, e sofrer junto com ela. Amei a resenha, nunca tinha me deparado com o livro, espero encontra-lo pois fiquei bem curiosa pra ler.
    Bjs

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