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Resenha : Doce Entrega - Maya Banks.

Edição: 1
Editora: Novo Século
Selo: Figurati
Autor: Maya Banks
Titulo Original: Sweet Surrender
Serie: Sweet
ISBN: 9788567871141
Ano: 2014
Páginas: 352
Tradutor: Débora Isidora

Sinopse:
O policial Gray Montgomery tem uma missão: achar o homem que matou seu parceiro e fazer justiça. Ele, então, encontra uma ligação entre o assassino e Faith – e se Gray precisa se aproximar dela para pegar o assassino, que seja. Faith é doce e feminina, tudo o que Gray deseja em uma mulher. Porém, ele suspeita que ela o está enganando. Quanto a Faith, sem chance de ela permitir que um homem mande na relação. Ou será que há?
Faith vê em Gray o homem forte e dominante de que precisa, mas ele está determinado a não sentir nada por ela. No entanto, ela está determinada a se entregar ao homem certo, e Gray pode ser esse homem. Mas encontrar o criminoso é a prioridade de Gray – até Faith ser ameaçada e ele perceber que fará qualquer coisa para protegê-la.


Resenha:
"As vezes, o primeiro passo para assumir o controle é se render..."

E lá volta eu, novamente com resenhas de conteúdo adulto. Sentiram falta? Acho que não, considerando que 90% das minhas resenhas é desse gênero. #sorry
Vamos falar hoje sobre “Doce Entrega” da autora Maya Banks, que por sinal, me surpreendeu bastante.
Aqui na minhas cidade, nos temos uma espécie da grupo de leitoras, “O Gurias Românticas”, vocês já devem ter ouvido falar por ai na net,  conversamos sobre diversos gêneros em cada evento, e sempre ouvi falar super bem da autora Maya Banks, mas eu sou do tipo que resiste a modinhas, pelo menos inicialmente. HAHAHA. Quando surgiu a oportunidade de ler este livro em parceria com a nossa editora, a Novo Século, eu me joguei, é claro.

Apesar de gostar muito do gênero, eu tenho algumas ressalvas, e é difícil um livro me agradar totalmente, e com Doce Entrega não foi diferente, apesar de os pontos positivos praticamente anularem os negativos.

Quando iniciamos a leitura somos apresentados a Gray Montgomery, um policial que foi afastada do serviço após ser baleado em um confronto, que resultou  em Gray gravemente ferido e em seu parceiro morto. Mas, como sabemos, e no livro não é diferente, muitas vezes o trabalho da policia é lento e ineficiente, e o caso e a procura pelo assassino do melhor amigo de Gray está para ser encerrada e arquivada, sem  o culpado pagar pelo seus crimes.

Indignados, desesperados e inconformados, Gray e o pai de Alex começam uma investigação própria, que os leva diretamente a  Faith.
 Faith é uma moça comum, mas com um passado triste e uma infância difícil.  Ela desde sempre foi obrigada a cuidar da mãe viciada em álcool e drogas.A mãe de Faith nunca tomou conta dela, pelo contrario, dependia da filha para tudo, inclusive para colocar comida na mesa. Entre os diversos casamentos fracassados de Célia, um deles foi com Pop Malone, um cara centrado e bem de vida, que tratava Faith como sua filha verdadeira. Mas, como todos os outros casamentos, este também não deu certo, por culpa de Célia é claro, e certo dia ela sumiu da vida de Pop, levando a menina com ela. Anos se passaram, e quando Célia sofreu uma overdose, Pop foi chamado e adotou Faith, livrando-a da vida degradante com a mãe.

Agora,legalmente filha de Pop e trabalhando com ele em sua empresa, junto o outro filho dele Connor, e os dois melhores amigos da família, Micah e Nathan, Faith é feliz e tem uma vida digna.
Mas, Célia é um sombra que paira sobre essa nova família.Sempre que se mete em confusão corre para Faith pedindo dinheiro. E agora, depois de vários anos de sossego, ela esta de volta, ligando incessantemente para a filha exigindo dinheiro.

 E é ai que o caminho de Gray e Faith se cruzam. Célia esta em um relacionamento com o homem que matou o parceiro de Gray, e para chegar ao homem ele usa o relacionamento dependente de Célia com a filha, ficando a espreita, grampeando telefone e se mantendo o mais próximo possível de Faith, para o caso de ela também estar envolvida, ou se a mãe aparecer para pedir ajuda a filha. Para tanto, ele consegue  emprego na empresa de Pop. Mas, aos poucos ele começa a conhecer Faith, e o que era para ser um relacionamento fictício e de interesse, acaba se tornando uma explosiva tensão sexual, já que as peculiaridades de ambos os torna perfeitos um para o outro.
“-Sem duvida, haverá momentos em que vou pressionar você- ele continuou.- Nós dois temos fantasias. Gosto de pornografia tanto quanto qualquer outro homem, e espero que faça o que eu disser, mas isso não é um jogo.”
Então gente, vamos falar sobre sexo. Ops, quero dizer, vamos falar sobre o livro!! Hahaha
Assim, eu não sou muito de me identificar com personagens, mas a Faith inicialmente me deixou de queixo caído, principalmente pelas convicções sexuais dela, se assim posso dizer.
Como eu falei lá em cima, a personagem teve uma infância difícil, e isso repercutiu no que ela é como adulta, em diversos pontos de sua personalidade. Mas, tudo que aconteceu, a deixou mais forte para a vida,  e também mais decidida a descobrir quem ela é, e qual é a sua verdadeira identidade, principalmente sexualmente, ela decide não aceitar menos do que deseja. E é nesse ponto que ela se torna uma contradição, talvez incoerente para muitos.Apesar de ser decidida e saber exatamente o que quer, Faith quer ser dominada sexualmente, sua fantasia sexual é ser submetida, ser submissa.
Apesar da aparência delicada e da aparente meiguice, Faith decide procurar e explorar esse desejo sexual, e já que nenhum dos seus namorados conseguiu satisfazer totalmente esse apetite sexual  peculiar, ela resolve procurar em outro lugar, mais especificamente no “The House”, um clube de sexo extremamente seletivo da cidade.

Mas apesar de todas essas tentativas e experiências, ela acaba encontrando exatamente o que deseja em Gray.
 Gray Montgomery é um dominador nato, ele quer uma mulher que se submeta a ele,  alguém que possa amar e cuidar, mas exatamente do seu modo e nos seus termos.
 Quando enfim os dois tem a primeira transa, a química entre eles é inegável, um completa o outro de forma perfeita, satisfazendo o fetiche de ambos. Mas, Gray esta em missão, está apenas usando Faith para chegar ao assassino de seu melhor amigo.
Bem, ai vocês já podem imagina a confusão feita, né! O melhor de tudo, é que Faith apesar dessa aparente aparência pacifica e doce, ela não é a virgem puritana indecisa,pelo contrario, ela é uma mulher bastante decidida, principalmente sexualmente. Mas o problema que ela encontra é o fato de que a maioria dos homens tem a idéia de que mulher que ser tratada com delicadeza, mas muitas delas querem isso diariamente, não no sexo. E Faith vai procurar essa virilidade masculina em todos os lugares possíveis, inclusive em clubes de sexo, e foi isso também que eu achei super interessante, já que essa é uma pratica masculina exclusiva, se considerarmos a maioria dos casos, reais e fictícios.
Mas o que também me incomodou, na verdade foi exatamente essa mesma idéia de explorar todas as fantasias do casal. Não sou puritana, vocês bem sabem, já que  lêem  minhas resenhas por aqui, mas algumas coisas me incomodaram e pareceram um tanto quanto forçadas, e isso inclui ménage e voyeurismo.

Neste livro Maya  incluiu todos os elementos necessários para tornar esta serie um sucesso, uma mocinha inteligente, bonita, decidida e valente e um mocinho estonteantemente sexy e viril, extremamente possessivo e protetor, daqueles que usa aquela clássica frase “Você é MINHA” durante o sexo e tudo. Sem contar na gama de personagens secundários ótimos e envolventes, que contribuem ativamente para a construção da trama. Mas, como todo livro do gênero, você está sujeito ao clichê básico e provavelmente vai descobrir o final só lendo a sinopse. O diferencial está nesta questão do enredo policial envolvido, na busca de Gray pelo assassino do amigo e da mãe problemática de Faith, o que tira a historia daquele foco desgastante de sexo, sexo e sexo. A autora também tem uma escrita simples e fácil, o que torna a leitura bastante agradável.

 Outro ponto que eu preciso frisar aqui é a tradução. Bem, vamos colocar de outra forma, vamos falar sobre o uso de palavras e ternos, principalmente durante as cenas de sexo. Ok, confesso que não me dei ao trabalho de pesquisar se o vacilo foi da autora mesmo ou da tradutora e sua péssima escolha de “gírias”. Mas assim, imaginem comigo, você está lá, lendo uma cena extremamente quente e sexy de sexo selvagem , quando o personagem se refere ao próprio membro como “pinto”. Cara, eu não sabia se ria,chorava, ou fazia as suas coisas ao mesmo tempo, considerando o meu acesso de gargalhada. Ou seja, brochei imediatamente. Mas, em nenhum momento a linguagem é chula.As cenas são bem escritas e detalhadas, mas sem vulgaridade excessiva.

Bem, salvo algumas ressalvas, este é um livro ótimo, virei a noite o lendo. Sem contar que o livro físico e muito bem feito, uma diagramação simples, mas de otina qualidade, sem erros aparentes de revisão, paginas amareladas e fonte agradável para a leitura.

Sobre o autor:

 Maya Banks é autora numero 1 do The New York Times. atualmente best-seller internacional com mais de 50 romances escrito, dentre eles a serie Sweet. É escritora de diversos gêneros. como romance erótico, suspense romântico, romance contemporâneo e romance histórico.
Maya acredita que o mais gratificante na carreira de escritora é conhecer e interagir com os leitores. Atualmente, vive no sudeste do Texas com o marido e os três filhos.

5 comentários:

  1. Oi Geeh...
    Eu já vi esse Guria românticas..rs Eu gosto do gênero também, apesar de estar lendo pouco dele nos últimos tempos.
    Ri agora...kkk eu já li livro com a mesma expressão nas cenas hot, acho que é normal em alguns livros, mas não deixa de ser engraçado.
    Adorei a resenha.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  2. Oi, Geeh!
    Então, pra você que já é acostumada com esse tipo de leitura já achou umas cenas um tanto forçadas, imagina eu! Achei interessante essa parte de investigação, e se relacionar com a mocinha só pra chegar no assassino e tal, mas sei lá. Não me interesso muito por essa parte erótica.
    Mas a resenha tá ótima! Um abraço!

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  3. Olá, Geeh.
    Bem, assim como você, gosto de resistir às modinhas. A essa autora eu não sucumbi e, pelo que li na resenha, acho que não sucumbiria. rs
    Achei bem interessante até a parte investigativa, mas livros com conteúdo erótico não me ganham, não adianta. Dificilmente leria.
    Ri da parte do pinto. kkkkk

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  4. gostei da resenha embora o livro em si nao me interessou, nunca li nada da autora ainda espero ler um algum dia apesar de livros hot nao me chamar muito atençao.

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  5. Oi Geeh!
    Também resisto a "modinhas" não por preconceito nem nada, mas por me irritar com a falação mesmo kkkk da Maya eu não li nada ainda e acho que nem pretendo ler sinceramente, os livros que ela escreve não são pro meu gosto. Esse livro especialmente eu me interessei 0%, nada contra eróticos mas cara, eu acho MUITO, MUITO, MUITO chato mesmo focar no lance de submissão feminina porque TODOS os livros eróticos tratam disso. Não tem simplesmente nada novo, enche o saco.

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