20 junho 2015

Conhecendo o Autor - Mari Scotti


    
Oi gente!

Essa coluna é meio que rara por aqui neh? rsrsrsrs 
Mas sempre que invento de fazê-la, escolhos os melhores claro! *o*
Hoje nós vamos conhecer um pouco mais sobre Mari Scotti
Eeeeeeee... No final do post tem SURPRESAAAA!!!!! rsrsrsrrs
Confiram:


Livros de Elite: Mari, você começou escrevendo fantasia, e agora lança um livro de época bem sensual. Conte-nos como foi essa mudança para você? 
Mari Scotti: Haha não sei como responder isso sem contar uma historinha. Gosto de me desafiar, então decidi escrever um romance para ter algo diferente a oferecer tanto para as editoras como para meus leitores. Enquanto escrevia OC (o primeiro romance sem sobrenatural que escrevi até o final), soube que uma escritora nacional que publicou primeiro um romance de época e depois um romance atual, teve queda brusca de vendas porque seus leitores estranharam a mudança de gênero.
Fiquei mega preocupada com isso. E se eu publicasse um romance e meus leitores se frustrassem porque queriam outra fantasia?
Aí decidi escrever uma história curta, postar no wattpad e ver como reagiriam com algo escrito por mim sem nada de sobrenatural. 
 Acabei me apaixonando tanto pelo gênero que decidi escrever mais livros de época e romances. Não tenho como fugir do sobrenatural, porque eu adoro criar coisas que não existem, mas falar dos dramas que são possíveis de acontecer e descrever uma época onde as pessoas valorizavam coisas pequenas como a mulher se casar virgem, me encantam demais. 
Foi uma experiência divertida, porque os leitores participaram bastante e até pediram capítulos extras no wattpad! Para quem não sabe, todos os capítulos do Octávio e da tia Antonieta foram escritos depois, a pedido dos leitores.
Não vejo a hora de escrever mais!
A sensualidade na trama é porque o Octávio é muito safado, vou te contar viu!?


Livros de Elite: Híbrida e Insônia são livros juvenis. Você sempre quis escrever especialmente para este público?
Mari Scotti: Não considero Híbrida juvenil porque tem sensualidade demais na série. Entenda “na série” como “a partir do livro 2” kkkk, mas acho que pela idade da Ellene e a linguagem, ele não pode ser considerado jovem adulto também. Escrevi sem querer assim rs. Já Insônia escrevi pensando nos adolescentes, tanto que tem uma lição por trás da trama da série. Eu queria que, ao ler, as pessoas pensassem que todas as escolhas que fazemos têm consequências e nessa fase de adolescência é a que mais fazemos escolhas sem pensar.
Que pensassem também no pecado como uma tentação que podemos afastar se tentarmos para valer. No caso da Suzanna sendo tentada com a luxúria.


Livros de Elite: Quando li Montanha da Lua, não acreditei que era você mesma que estava contando essa história. Quem não te conhece, não sabe o porquê, conte-nos:
Mari Scotti: Ai sen-hor! Só você para me deixar vermelha antes mesmo de começar a me explicar KKKKK. Vamos lá, mais uma historinha gigantesca.
A Ana me perguntou isso e estranhou porque eu sou hiper tímida em relação à sensualidade ou a falar palavras com conotação sexual. Tanto por ser evangélica e ter sido criada em um ambiente mais recatado, como por ainda ser purinha. Sim eu sou velha, ok, mas não é pela religião que fiz essa escolha, é por querer muito que aconteça aquilo só na minha noite de núpcias, com fogos de artificio e outras coisitas mais :P. De preferência com um homem ao estilo do Octávio (alto ui KKK).
Estou enrolando... ahm... A Ana me perguntou por inbox no face como eu consegui escrever cenas eróticas, sendo que não tenho conhecimento prático. Chegou a perguntar se eu via vídeos eróticos! Então acabei contando meu podre mais podre do mundo todo!
Eu aprendi a descrever cenas eróticas no fake (que minha mãe não leia isso!). Para quem não sabe o que é fake, vou explicar: É um personagem fictício criado em redes sociais como Orkut ou facebook para interagir com outros personagens por escrito. Essa interação tem várias formas de acontecer e o OFF (dono do fake) tem que agir como se fosse o personagem.
Descobri o fake quando li Crepúsculo. Estava tão fissurada pelos livros que precisava de mais quando terminei de ler a série e fui caçar no google. O google me levou a um grupo no Orkut sobre fanfics. Comecei a ler as fanfics e no meio dos comentários haviam personagens de Crepúsculo, interagindo com os leitores. Eu enlouqueci! A Ana sabe bem como eu enlouqueço com Crepúsculo! Quando vi eu tinha criado um Edward Cullen todo galanteador e estava disputando a atenção dos leitores da fanfic com um Jacob. Nós até brigávamos no chat, como se fossemos mesmo os personagens saídos dos livros.
Passei muitos anos brincando de fake, até que conheci uma Bella que me apresentou o RPG erótico... Não vou me prolongar, mas foi assim que descobri como as coisas acontecem na prática entre homem e mulher. E como todos sabem que eu tenho imaginação fértil, não foi difícil me sair bem nesses jogos! Ainda mais sendo o Edward fofinho, galanteador, “inocentinho”, caçando pescoços para morder por aí kkkkk.
Certo... ok, sem mais detalhes.
Nunca falei tanto na minha vida! KKKKKK.


Livros de Elite: Quais foram as pesquisas que você fez para escrever sobre a época em que Octávio e Mical viviam? E sobre as cenas sensuais, como você conseguiu detalhar tudo sem parecer um livro erótico?
Mari Scotti: Eu comprei alguns livros de estudo para saber os termos utilizados entre os nobres e também hierarquias. O Rei existiu mesmo, tem até uma passagem que o Octávio fala que ele perdeu toda a família e isso ocorreu. Guilherme IV assumiu o trono depois que quase todos os herdeiros anteriores morreram. Pesquisei muitas palavras também, li livros de época para me acostumar a linguagem mais rebuscada e saber como as mulheres e os homens interagiam naquela época.
A sensualidade mais delicada aconteceu devido ao meu jeito mesmo, sou tímida oras! Haha. Apesar de ter tido fake, eu não usava meu nome verdadeiro, as pessoas não sabiam quem era por trás do jogador, então podia escrever o que eu quisesse sem julgamentos. No livro, no entanto, me preocupei em não deixar escrachado, tanto por não ser meu estilo, como por não gostar de literatura erótica. As pessoas resenham e falam que é erótico e eu ainda reluto em aceitar isso kkkk. Gosto de dar um ar romântico a essas cenas, mesmo que sejam bem detalhadas. Toda mulher quer ser amada nessas horas também, por mais que na prática nem sempre haja romantismo (apenas saciam seus desejos e dormem, foi o que me contaram! kkkk).
O Octávio nasceu para alimentar nossa imaginação e aquecer nossos coração na esperança de que alguém assim exista. Espero que exista, por favor Universo! Haha.


Livros de Elite: Em Insônia, tem uma parte entre Suzanna e Pietro que me arrancou suspiros, e eu fiquei pensando "agora vai, agora vai!". Foi ali que surgiu essa vontade de escrever algo mais sensual ou você já pensava no assunto?
Mari Scotti: Não pensava no assunto, mas eu tinha conhecimento de causa de quando um namorado tenta passar a mão, atiçar e etc e como evangélica, eu tinha que ser a razão e dizer não para não pecarmos. Sim eu era bem certinha e acho que ainda sou um pouco. A luxúria foi um pecado capital que eu quis usar em Insônia, pois o Pietro sendo um anjo antigo e caído ainda, não teria pudores. A cena foi proposital e ALERTA DE SPOILER: para fazer a Suzie cometer um pecado que maculasse sua inocência e a levasse mais próxima do Inferno.


Livros de Elite: Sei que Stephenie Meyer e sua obra Crepúsculo foi o gatilho para você voltar a escrever. Híbrida começou como uma fanfic? Conte-nos como foi o processo:
Mari Scotti: Eu escrevia fanfics de Crepúsculo focadas na história original, até que criei a Heidy para uma dessas histórias. Ela não era tão cachorra como é em Híbrida, mas tinha os mesmos dons e objetivos. Foi assim que comecei a acreditar que teria capacidade de inventar algo por conta própria e inventei o Milosh e a Ellene. Híbrida foi postado já com o nome dos personagens originais, mas inspirado em Crepúsculo, tanto que o Milosh era o Edward, a Ellene a Reneesme, a Elizabeth a Bella e o Tomás o Jacob. Quando decidi publicar, procurei retirar as características de Crepúsculo da trama e reescrevi o livro inteiro, fugindo do estereótipo. Foi difícil desapegar, mas foi maravilhoso! Não seria a escritora que sou hoje se não tivesse começado assim. Os comentários nas fanfics é que me fizeram acreditar em mim e tentar realizar esse sonho de publicar um livro. Por isso em todos os agradecimentos da série Neblina e Escuridão vocês acharão o nome da Stephenie Meyer.


Livros de Elite: Vamos falar sobre suas personagens: Ellene é corajosa e inocente; Suzanna é inocente e reclamona; Mical é a personagem mais completa entre elas. Como você decide as personalidades que elas terão? Se inspirou em alguém para criá-las?
Mari Scotti: Haha não! Eu não fazia ideia do que estava fazendo quando criei a Ellene e a Suzanna. Elas são iguais a mim, acho que exceto pela coragem e os poderes. Ah e os caras lindos que estão a fim delas! Já a Mical eu pensei muito antes de criar. Queria uma mulher adulta e não uma garotinha de novo. Queria uma mulher diferente de mim, que soubesse responder e enfrentar as pessoas sem medo de julgamentos.
Queria que ela tivesse sua primeira vez na lua de mel sem correr o risco dos leitores acusarem de ter escrito assim por causa da minha religião, pois já vi reclamarem com outra escritora que acharam um absurdo o personagem esperar pra fazer aquilo só depois do casamento nos dias atuais. A Mical e a época me deram essa liberdade. Então a fiz com todas as qualidades e a garra que eu gostaria de ter e que acreditava que uma mulher adulta e decidida teriam, mas sem perder a doçura e o altruísmo que acho que ainda são características minhas (quando não estou na TPM kkkk).


Livros de Elite: Sou fã dos seus personagens masculinos (exceto Arthur, mas... enfim! rsrsrsr) Milosh, Tom, Octávio e Pietro me ganharam por suas personalidades fortes e pelos amores quase impossíveis. Conte-nos sobre como foi criá-los:
Mari Scotti: Então vou ser repetitiva: eu não sabia o que estava fazendo parte 2! Kkkk. O Arthur eu me inspirei no Patch de Hush Hush e não tenho vergonha de admitir. O Milosh era o Edward chorão e deprimido de Lua Nova, o Tomás o perdedor do Jacob... é claro que tentei não ser tão óbvia, mas relendo hoje em dia, ao menos a primeira edição de Insônia e Híbrida, fica claro as minhas influências ao escrever. Nas revisões mexi muito, corrigi, dei personalidades próprias a eles e fico feliz em saber que você gostou. Já o Octávio cai na mesma historinha da Mical. Eu pensei muito para criar, fiz fichas de personalidade, passado e presente, perdas, características pessoais marcantes (a dele é o medo rs) e foi gratificante ver ele nascer. Até hoje o Octávio é o personagem que eu mais amei criar. Ele se expõe mesmo não sendo coisa de homem admitir fraquezas. Gosto disso nele. E mesmo tentando ser durão, da para ver que tem um coração mole. Gosto de criar personagens que precisam quebrar barreiras dentro de si mesmos para serem felizes.


Todos os que você citou tiveram que traspassar seus medos ou rejeitar o que acreditavam ser sua felicidade, para realmente alcançar a felicidade plena. Pietro precisou ver seu próprio eu e notar como era podre por dentro. O Milosh precisou enxergar que se apoiava na dor para justificar suas atitudes e não posso falar muito porque não leram Guardião ainda. O Tomás precisará superar seu preconceito e o Octávio seu medo de amar.


Livros de Elite: Fiquei sabendo (cof, cof) que um novo personagem chamado João, aparecerá no último livro da série Nefilins para o desespero das mulheres. Porque você decidiu criá-lo? Qual o propósito dele na história?
Mari Scotti: Decidi por isso: BAM

Hahaha! Na verdade eu estava discutindo sobre personagens com uma certa blogueira chamada Ana e ela me pediu para criar personagens com o nome Natasha e Paulo e que o Paulo fosse o Vin Diesel. Mas como já existe um Paulo na série Nefilins, demos o nome de João em homenagem ao pai dela.
Só não sei ainda se ele ficará com a Natasha porque as anjinhas da série estão todas alvoroçadas com o novo professor de guerra e estratégias hahaha. Até a Suzanna se ouriçou! Que o Arthur não nos ouça!



Livros de Elite: Conte-nos sobre seus próximos lançamentos: (sei que tem mais de um, pode contar!)
Mari Scotti: O próximo lançamento é Guardião, livro 2 da série Neblina e Escuridão e está previsto para julho. Se tudo der certo e os livros de colorir nos deixarem ler! Hahaha.
E logo colocarei Sonhos na Amazon, estou só esperando meu dinheiro sobrar para pagar a capista/diagramadora. Só esses lançamentos estão previstos para esse ano :P
Para o próximo ano estou aguardando retornos (VENHA JUNHO!!) e espero em breve ter boas notícias, principalmente de OC (o título secreto!). To gostando disso de entre parênteses KKK.


Livros de Elite: Sei que você também gosta de ler e que tem seus personagens preferidos. Cite alguns:
Mari Scotti: Jarek!! Jarek!! Jarek!! Hahaha de Os Mistérios de Warthia.
O Vincent de Cores de Outono.
O Anthony da série Bridgerton.
E o Octávio, desculpa, fui eu que escrevi, mas sou gamada nele!


Livros de Elite: Ser autor no Brasil não é fácil. Sei que às vezes bate aquela depressão e desespero por não ver seus livros vendidos. Quando isso acontece, o que a mantém com a esperança acesa?
Mari Scotti: Eu não sou de desistir e posso até ser reclamona como a Suzanna, mas não paro no meio do caminho e não volto para trás. A esperança sempre me motivou e sei que se não está dando certo agora e se me sinto desvalorizada de alguma forma, em algum momento isso irá mudar porque eu me esforcei, persisti e orei muito para Deus me abençoar na carreira que escolhi. É assim que não perco a esperança <3.


Livros de Elite: Qual é seu sonho literário?
Mari Scotti: Ser reconhecida como escritora e poder viver financeiramente disto. Acho que poder viver de escrever é um sonho que não é só meu, mas se pudesse realizar, iria me mudar para longe de São Paulo e ser feliz sóoo criando.
Talvez eu nem pudesse falar isso, mas um sonho mais “fácil” de alcançar e que tem agitado meu coração ultimamente, é o de ter um dos meus romances aprovados em uma editora que vá aproveitar a ideia e trabalhar bem o marketing do livro junto comigo. Que saiba o valor que o escritor tem, pois sem eles nem existiram editoras, certo?!


Obrigada pela entrevista Ana, pela oportunidade! Adoreiiiiiiii as perguntas e enrascadas que você me colocou. Sucesso para você e para o blog. Te adoro!

Mari Scotti

Surpresa para os fãs da Série Nefilins


A autora nos deu na íntegra, um trecho do próximo livro, Despertar, livro 3, série Nefilins. Confiram: 

“― Neste segundo mês de aulas, ao menos para a maioria é o segundo mês... – ela me olhou rapidamente e continuou. – Vocês começarão seu treinamento tático. O professor de vocês é o John...
― João. – Uma voz estrondosa e levemente rouca a corrigiu logo atrás de nós. A professora estacou e prendeu a respiração, voltando-se para ele. Todas nós a imitamos, parando no meio do corredor.
― Já disse que você não combina com João – retrucou sorridente.
E verdade seja dita, João parecia um nome comum demais para aquele deus grego! Deus me perdoe por compará-lo a um deus... Rapidamente fechei os olhos e orei em pensamento. Precisava perder alguns hábitos. E logo.
Ao fita-lo novamente o único nome que me vinha à mente era do ator Vin Diesel. Até a postura altiva, o olhar mordaz e o franzir descontente nos lábios eram dele.
O homem encarou a Bruna com os olhos semicerrados e esticou um sorriso de lado, passando pelas alunas que abriram o caminho no corredor. Se causou em mim um frio intenso no estômago, imagino na garota que recebia aquele olhar e aquele sorriso.
Ele estava usando calça de malha azul escuro, regata branca colada ao tronco bem definido, deixando os bíceps incrivelmente grandes e fortes, à nossa vista. Deveria ser proibido deixar um professor desse tipo dar aulas para nós! Seria impossível prestar atenção!
A instrutora pareceu tão deslumbrada quanto a maioria de nós. Baixou o olhar, sorrindo timidamente e fez sinal para o seguirmos.
― Uau. – Sussurrei.
― Eu te disse. – Pontuou. – Mas ele é compromissado.
― Ah... – o muxoxo foi quase uníssono e percebi que João ouviu, pois lançou um rápido olhar para a professora e sorriu novamente.
Um homem como ele já sabe que é lindo. Sendo anjo, deve ter certeza de seu poder visual. Respirei fundo e entrei na porta dupla que ele deixou aberta para passarmos.
O local era muito próximo de um ginásio de esportes. Era o dobro do tamanho de duas quadras de vôlei e havia vários tatames espalhados pelo ambiente. Também equipamentos para musculação, boxe, artes marciais, esgrima e muitos outros. À primeira vista me senti intimidada, pois nunca fui boa com esportes, mas logo em seguida me recordei de como foi fácil aprender a manipular os elementos e decidi confiar na parte angelical que existe dentro de mim.
A Suzanna insegura, tímida, órfã, era desajeitada. Mas a filha de um nefilin poderoso, por herança, deveria ser igualmente habilidosa.
Estiquei a coluna e sem tanta firmeza como gostaria de demonstrar, segui até a arquibancada onde as outras já estavam se acomodando.
― A XXXX* participará das aulas conosco, pois me auxiliará nas demonstrações. – O deus, ops, anjo grego falou assim que me sentei. – Sou João, seu professor de guerra. Meu intuito não é ensiná-las a se defender, mas a usar sua inteligência e não apenas os punhos. De início aprenderão toda forma de luta humana que conhecem e outras que desconhecem. Conforme evoluírem, usaremos seus dons em conjunto e por último, descobriremos suas habilidades com as armas. – Ele apontou para onde eu havia visto algumas espadas e o que parecia um arco e flecha.
A Katniss de Jogos Vorazes logo povoou a minha mente. Será que ganharíamos um uniforme sexy também?
Tratei de afastar o pensamento ao me lembrar que sou quase um anjo e preciso manter meus pensamentos puros. Mesmo com um anjo tão grande e lindo me dando aula.
João passou a mão pela cabeça careca e a acomodou na nuca, pensativo. Franzi o cenho estranhando o gesto e percebi que ele estava olhando-nos uma por uma.
― Você – apontou para mim, mas fingi que era com a Thais que estava ao meu lado. – Venha até o centro.
Nenhuma de nós saiu do lugar.
― Vai Thais! – Sussurrei.
― Não foi comigo que ele falou. – Ela riu.
― Suzanna. – Fiz uma careta para as risadinhas que preencheram o silêncio quando ele me chamou e me aproximei, sorrindo nervosamente. – Tire o tênis e suba no tatame. – Orientou.
Fiz o que ele pediu e percebi a XXXX já descalça, parando na minha frente. Eu não me lembrava de chamar tanto o nome de Jesus nesses momentos, como ultimamente. Mas não de um jeito bom... meu estômago se contraiu nervoso. Com certeza eu levaria uma boa surra.
― Pega leve. – Implorei.
E ela apenas riu.
O professor demonstrou alguns movimentos para imobilizarmos um ataque por trás. Fui escolhida por ser mais baixa e mais magra que a XXXX. Ela tentou me segurar pelos ombros, depois pescoço, imobilizou minhas mãos e me derrubou no tatame algumas vezes até eu compreender que deveria me defender como ensinado.
Quando estava perto do horário do almoço, consegui desviar de um dos ataques e passei um pé por baixo da perna dela, quase a derrubando. Ela se recuperou rapidamente, mas não voltou a me atacar, pois todos começaram a bater palmas me elogiando.
As outras nefilins estavam tentando também, em outros tatames, trocando quem atacava e quem era atacado. Fui a única a se defender o tempo todo.
Depois do almoço – um punhado de folhas verdes, legumes cozidos e frutas – retornamos para o centro de treinamento.
João estava nos aguardando com várias cordas. Entregou uma para cada garota e nos mandou pular a corda de formas diferentes e exaustivas. Cada sessão era repetida trinta vezes e ele contava bem alto, arrumando nossa postura vez ou outra.
Não me lembrava de ter odiado tanto uma aula de educação física. E eu já odiava com todo o meu ser essas aulas.
A XXXX só ficava rindo de longe e aproveitando os momentos que o professor não estava nos instruindo para conversar com ele. Eu precisaria falar com ela, pois pela intimidade, parecia ser ela o tal compromisso. E a safada não tinha me contado!
― Depois dessa última sessão, faremos um alongamento para relaxar. – João empostou a voz e demonstrou como queria que usássemos a maldita corda: Cruza, pula, cruza, salta, arrasta, pula de novo... Eu nunca mais veria uma corda como algo útil novamente.
Ao término da sessão intensiva, sentia meus seios doendo devido ao movimento dos pulos, meus calcanhares, a sola dos pés, os joelhos e meus braços em tantos lugares que nem mesmo Gelol me ajudaria a dormir.
Fizemos alguns alongamentos que ele explicou que ajudariam a relaxar os músculos e esfriá-los e fomos dispensados para nossos dormitórios”.

*XXXX é o nome de uma personagem do livro que a autora não quis divulgar por ser spoiler ok? Pensem aí em quem é essa XXXX que parece.... ser o compromisso do João! *O* rsrsrsrsrsrs


HAAAA!!!! Fala sériooo! Essa mulher é demais neh? E é tudo verdade! Vcs não tem ideia do quanto perturbo essa mulher pelo face! kkkk É cada pergunta que só por Deus mesmo....
Obrigada a vc Mari, por todo carinho e paciência que tem comigo. Gente, eu surto com uma facilidade que olha... nem dá pra acreditar!
Obrigada sempre e por tudo! Vc mora no meu coração! Sucesso para você! 

Gostaram da entrevista gente? Foi a mais engraçada de todas neh? *o*
Comentem vio!
Bjo bjo^^

13 comentários:

  1. Essa coluna é novidade para mim! Mas adorei conhecer mais a Mari Scotti!

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  2. Adoreiiiii e essa cena de Despertar.
    Senhor, dei-me força para aguentar.

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  3. Foi ótima essa entrevista mesmo!! Ri muito! kkkkkkkk
    Quem será essa blogueira Ana que a autora falou? hahaahahah
    Que legal, também sou evangélica como a autora e tadinha dela, Dona Paula! Fazê-la revelar seus segredos mais obscuros! kkkkkkkkk
    Bjã <333

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    1. kkkkkkkk Dilza! Não me faça sair como vilã! Fiquei curiosa, só isso! kkkkkkk

      Bjo flor! ^^

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  4. Quando vai fazer a próxima entrevista? Faz com autora de Feita de Letra e Música. Quero muito saber qual é história da Adrielli Almeida.

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    1. Oi Meena!

      Não conheço a autora nem o livro. Costumo fazer entrevista com os autores de quem já li algo, assim tenho mais liberdade nas perguntas!
      Vou procurar saber sobre ela e se possível, ler o livro ta?

      Bjo^^

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  5. Olá, Ana.
    Já conhecia a Mari, mas nunca li nada sobre ela. Então, obviamente, amei a super postagem. Deu para conhecer bem melhor sobre os livros dela.
    Gostei de saber que ela usa fatos reais em seus livros. Essa característica sempre me agrada.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de junho. Você escolhe o livro que quer ganhar!

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  6. Annnna, mesmo me fazendo falar meus podres, eu adoreiiiii essa entrevista! Obrigada pela oportunidade de falar um pouquinho sobre mim e meus livros!
    E por me dar a ideia de criar o João. Ui João!! <3

    Beijão, Mari Scotti

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  7. Perfeita a entrevista,Mari e máster.
    Mas a parte da Bella aí aí
    " Até nosso último suspiro "

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  8. Nossa! Que entrevista mais esclarecedora, hein?!?! Nunca vi uma autora se "desnudar" tanto em uma entrevista como a Mari. E já fico imaginando o nível das perguntas que você faz a ela em Off. #Medo kkkkkk

    @_Dom_Dom

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    1. Dom, eu sou muito sincera, principalmente quando a pergunta é direta e eu sei sobre o que a pessoa quer saber. Não me importo em contar, não tenho vergonha. Só teria se não tivesse conseguido sair do RPG e voltar pra vida real... se bem que eu vivo no mundo da lua AUHAAUH.
      Beijo, obrigada por ler a entrevista e comentar <3

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