21 maio 2016

Resenha: A Sereia - Kiera Cass

Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
Selo: Editora Seguinte
Autor: Kiera Cass
Titulo original: The Siren
ISBN: 9788565765930
Ano: 2016
Páginas: 328
Tradutor: Cristian Clemente

Sinopse:
Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar pois a voz da sereia é fatal , logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.
Resenha:

O mito das sereias é algo que vem sendo recontado ao longo dos anos, alguns detalhes acrescentados ou retirados, mas sempre retratando mulheres metade peixe e metade humana, com uma voz sedutora e irresistível e que por maldade fazem suas vitimas se afogarem. Mas, e esse essa não for a realidade? E se as Sereias forem prisioneiras, forçadas a cantar para alimentar a própria Água, que por sinal, se alimenta de vidas humanas?

80 anos atras Kahlen foi salva de um nalfragio que vitimou toda a sua família. O mais intrigante de tudo é que ela foi salva pela própria água. No calor do momento quando caiu na água, quando se deu por conta da morte iminente , Kahlen lutou, se agarrou a vida de um modo intenso, e foi nesse momento em que ela ouviu a Agua pela primeira vez.  Quando acordou, totalmente desorientada, se deparou com um grupo de meninas, todos deslumbrantes, e foi informada de que tinha apenas duas opções: servir a Água por 100 anos, sem nunca envelhecer ou adoecer ou morrer afogada, como o resto de sua família.
E assim Kahlen se tornou uma sereia, uma prisioneira da Água, que de tempos em tempos, junto com as outras sereis, precisam cantar e forçar o naufrágio de alguma embarcação, para que a Água se alimente das vidas tiradas.

Anos se passaram, e Kahlen e suas irmãs sereias precisam se adaptar a nova vida, sempre se mudando de tempos em tempos para que não percebam o fato de que elas não envelhecem, e também se isolando, para que ninguém escute por acaso suas vozes quando estão dentro de casa. E também, o mais difícil, o fato de que precisam ser silenciosas em publico, o que é no minimo estranho e intrigante para todos, um grupo de quatro garotas mudas e donas de belezas hipnóticas.
Mas o mais difícil na vida de sereia é as vidas que precisam tirar. Principalmente para Kahlen,  induzir pessoas inocentes a morte é algo abominável. Ela sofre, fica de luto por todas as almas que tem a má sorte de cruzar com elas, tanto que cria arquivos com nomes e fatos de todas as pessoas mortas nos naufrágios que ela causou.  Mas ao mesmo tempo em que ela sofre com isso, também se dedica de corpo e alma a sua “função”, afinal, a Água promete que ao final dos cem anos de servidão,  elas se tornarão humanas novamente, sem nenhum lembrança do que aconteceu. E Kahlen se apaga a isso, para enfrentar a culpa e desespero que sente quando precisa seguir as ordens da Água.

Agora, para Kahlen, falta só mais vinte anos serviço, e ela é a próxima sereia que vai ser libertada.  Só que certo dia ela conhece Akinli durante um passeio na biblioteca. O garoto se aproxima de Kahlen de forma despretensiosa, apenas curioso pela garota silenciosa e solitária, e não pela sereia deslumbrante que atrai a maioria dos homens por conta da magia que corre em suas veias.
Mas, uma das únicas regras da Água para as sereias é: Não se envolver e não se revelar.  O que será que a Água vai achar do fato de que Kahlen pode estar se apaixonando? Sem contar é claro, que um relacionamento para Kahlen é inviável, em vinte anos ela não vai ter envelhecido um único dia e também vai ter esquecido de qualquer pessoa que conheceu durante o seu tempo como sereia.
“Tínhamos que cantar e tínhamos que guardar nosso segredo. Era uma lista de mandamentos bem curta. Eu não podia amar. Eu assassinava o amor a cada vez que cantava.”
Assim, como vocês bem sabem, eu sou fã de Kiera Cass e completamente apaixonada pela serie lançada por ela, A Seleção. Então, é claro, assim que firmamos parceria com a Paralela eu já sabia que este livro seria uma das minhas primeiras solicitações. Mas, infelizmente, me decepcionei um pouco. Mas calma, eu explico.
Primeiro de tudo, o que devemos ter em mente é o fato de que este é o primeiro livro escrito por Kiera Cass, o seu primeiro projeto como escritora. Por isso, quem já leu A Seleção vai estranhar um pouco, como foi o meu caso, pois é visível a falta de experiência da autora, ela não demostra aqui nem um decimo da maestria apresentada em A Seleção. E é por isso que surge a inevitável comparação e também a frustração do leitor.

A Sereia é um livro raso, a trama não desenvolve e nem envolve o leitor, pois tudo é fantasioso demais, até para um livro sobre seres míticos, como as sereias. Vamos ter uma junção de clichês e esteriótipos de contos de fadas, que vai ser difícil digerir. Vamos ter aqui beijos de amor verdadeiro,amor a primeira vista, almas gêmeas e toda aquela balela de amor idealizado criado pelas princesas da Disney, apesar de Kahlen ser mais do tipo anti-heroína.

Mas, apesar do enredo bastante manjado e um pouco de descuido com a mitologia, a contextualização é bastante original, pois nos mostra um outro lado de um mito, que normalmente segue sempre o mesmo padrão. As sereias ao longo dos seculos são descritas como criaturas demoníacas, metade mulher e metade peixe que seduzem homens para a morte apenas por maldade, mas aqui não, as sereias são prisioneiras, escolhidas ao caso e obrigadas a matar durante o prazo de cem anos. Kiera Cass, apesar de romantizar tudo e mais um pouco neste livro, desconstrói o mito da sereia.

Outro ponto interessante do livro é fato de que um dos protagonista, talvez o mais próximo de um vilão, é algo não corpóreo. A Água, que é quem salva e depois aprisiona as meninas é descrita com detalhes e sentimentos, e é o “personagem” mais realístico que vamos ter.

Enfim, o livro não fluiu pra mim, a autora criou um grupo bem pequeno de personagens e todos são desenvolvidos e contribuem para a trama, mas apesar de ela trabalhar bastante a carga emocional e temas bastante polêmicos, como abuso e maus tratos, os personagens não são humanizados o suficiente para fazer com que o leitor se envolva com eles. Nem mesmo o romance flui, faltou  foco neste ponto, eles simplesmente se conhecem e se apaixonam, nada mais do que isso, e o Akilin, que deveria ser o mocinho, um dos protagonistas, é citado uma meia duzia de vezes, de forma superficial. Ou seja, o plot do romance é a parte mais sem graça do livro, o que me parecer meio fora de contexto, pois a autora faz questão de mostrar a cada capitulo o quanto a protagonista é romântica.
E em tempos de feminismo, quem aqui gostaria de uma protagonista que admite que sua única pretensão de vida é ficar com o seu amado e que sem ele prefere morrer?  Ok! Tudo bem, em uma historia de amor envolvente e construída a gente até releva esses atos extremos, mas em um relacionamento que nasce do nada , do dia para noite? É impossível sentir qualquer tipo de empatia pelo casal.
"Não estava sequer pensando no futuro distante, porque só conseguia pensar em como tinha sido cada minuto com Akinli."
A beleza da trama está, única e exclusivamente, na relação que as sereias desenvolvem entre elas, um relacionamento de amor puro e de ajuda mutua. Apesar de em grande parte o grupo, exceto Kahlen, me lembrarem patricinha mimadas e carentes, dos filmes dos anos 90 que passam na sessão da tarde.
A trama também tem varias falhas e questões que ficam pendentes, o que é incomum para um livro único. O final também foi bastante decepcionante e totalmente insipido.

Bem, não posso dizer que o livro é uma leitura de tirar o folego,  bonitinho é o máximo que posso descreve-lo.Mas, como é característico da autora, a escrita é simples e bem fácil.

Sobre a edição física, não é necessário dizer,  é um primor, com uma capa maravilhosa e que condiz totalmente com o enredo, uma diagramação simples mas de qualidade, como fonte agradável para leitura e paginas amareladas.
Ah, e como vocês já devem saber, todos os livros da editora agora vem com um marcador de pagina incluso na contra capa!!
“Sempre há espaço para o amor, nem que seja uma frestinha. Isso basta.”
Sobre o autor:

Quando terminou o ensino médio, sua ambição era o teatro, e foi para Coastal Carolina University, se formando em Teatro Musical. Depois foi para Radford University e mudou para Música. Então Comunicação. Em seguida, História. Acabou estabelecendo-se em História, mas mudou-se para Blacksburg, casou teve filhos. Depois disso, tornou-se dona de casa para ficar em casa com os filhos.
Em 2007, abalada por uma tragédia local, tentou um monte de coisas para se recompor, resultando em se sentar para escrever uma história onde o seu personagem teve que lidar com seus problemas. Escrever lhe ajudou a lidar com todas as coisas que estava sentindo. Acabou por não terminar essa história, porque começou a escrever The Siren. Depois de adquirido o hábito de escrever, teve muitas idéias, incluindo The Selection e um punhado de outras que estão esperando sua vez.
Atualmente vive em Blacksburg, VA, com seu marido e filhos.

3 comentários:

  1. Olá, Geeh.
    Uma pena que o livro não envolva completamente o leitor. Aliás, isso é até um pouco esperado, já que foi o primeiro trabalho dela. Acredito que, por isso, não leria o livro. Tenho sérios problemas com tramas rasas; pior, não sou chegado a sereias.
    Dessa vez, passo a dica.

    Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de maio. Serão três vencedores!

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  2. Não sabia que esse livro foi a primeira escrita da autora. Mas quando vi essa capa me interessei gosto de sereias, achei a historia diferente pelo fato da água ser a líder que mandava nas sereias, é uma pena que a historia seja fraca. Mas parece que a união entre as sereias é muito bonita.

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  3. kami sekeluarga ingin mengucapkan
    puji syukur kepada AKY SANTORO
    atas nomor togel.nya yang AKY
    berikan 4 angkah alhamdulillah
    ternyata itu benar2 tembus
    dan alhamdulillah sekarang saya
    bisa melunasi semua utan2 saya yang
    ada sama tetangga dan bukan hanya
    itu AKY. insya
    allah saya akan coba untuk membuka usaha sendiri demi mencukupi
    kebutuhan keluarga saya sehari-hari itu semua berkat bantuan AKY SANTORO
    sekali lagi makasih banyak ya AKY bagi saudara yang ingin di bantu melalui jalan di bawa ini
    >TOGEL JITU
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