08 abril 2017

Resenha: As Coisas que Perdemos (Fronteiras Artificiais #1) - Denise Flaiban


Edição: 1
Editora: Amazon KDP
ISBN: B01JDB80HG
Ano: 2016
Páginas: 328

Compre: E-Book Kindle
Sinopse: O mundo acabou como uma tempestade. Primeiro houve o caos, e então o silêncio. A Morte se espalhou pelas ruas de todo o mundo. Morte, porque ela tomou a humanidade para si. O silêncio do fim foi substituído por uma orquestra de sons grotescos, pelo arrastar lento e caótico de corpos moribundos; pelos sons do medo.
O que antes regia a sociedade não existe mais. Tudo foi deixado para trás.
Viva ou morra. Lute ou morra. Mate ou morra.
Dylan ouviu falar sobre um lugar seguro. Lá, ela e Max podem ter uma nova chance. O garotinho de quem ainda está cuidando, mesmo quando tudo acabou, é o seu gatilho para seguir em frente. Se não existe esperança, para que lutar?
As fronteiras artificias que marcam o fim do mundo trilham perigos e incertezas para aqueles que escolheram viver, e uma assustadora pergunta passará a comandar todos os movimentos dos que ainda resistem: até onde você irá para sobreviver?



Como vocês sabem, sou fã de zumbis. Comprei esse e-book a um bom tempo e confesso, não o leria agora se não fosse pelas meninas do blog Coração de Papel. Mari, Tays, obrigada por me fazer ler este livro. Eu adorei! <3

Começamos conhecendo Dylan e Max. Dylan é uma adolescente que está prestes a sair de uma quarentena para fugir da ameaça que assola o mundo. Max é o garotinho de quem ela cuida e que é como se fosse seu irmãozinho mais novo. Max é um garoto excepcional. Gostei muito desse personagem, trouxe um sentimentalismo a mais para a trama, deixando o leitor desesperado e apreensivo.
Infelizmente, Dylan não me conquistou ao ponto de se tornar uma das minhas personagens preferidas, esse cargo ficou para Iris, uma mexicana arretada que faz parte dos Salvadores, grupo que Dylan e Max encontram depois de fugir da quarentena.
"O Fato de não ouvirem falar sobre as outras quarentenas, sobre as outras cidades, Deus, sobre o mundo, isso sempre preocupou Dylan. Os espaços em branco da epidemia global a faziam passar horas criando teorias sobre o que podia estar acontecendo lá fora; o que havia restado do mundo e das pessoas que viviam nele?"
Sei que é difícil criar um enredo que seja diferente de algo que já vimos na TV ou lemos em algum outro livro com o mesmo tema, mas Denise conseguiu inovar em algumas partes: começando com os personagens principais - uma criança e uma adolescente. Até hoje, NUNCA li um livro ou vi uma série onde os personagens principais fossem tão novos. Sim, em TWD temos Carl, em Z Nation, a Addy e o 10.000 (que parecem ser adolescentes). Nos livros, li As Crônicas dos Mortos e Ivan e Estela (os personagens principais da trama) são adultos, apesar de ter uma penca de filhos! rsrsrsrs Em Terra Morta, Tiago é o personagem principal da trama, como a narrativa é em primeira pessoa, acredito que ele tenha em torno de 25 anos, pois o mesmo não possui mais os pensamentos e atitudes de um adolescente.

Outro ponto que me surpreendeu foi a criação dos zumbis. Eles têm uma diferença dos quais estamos habituados: durante o dia, são letárgicos e pouco perigosos; a noite, são feras terríveis, fortes, prontas para atacar e matar qualquer ser humano.
"Dylan havia feito uma promessa àquele garotinho e a cumpriria até que aquele mundo acabasse de vez."
Não vou falar isoladamente de cada personagem, mas como assisto a TWD e Z Nation, não pude deixar de comparar alguns personagens do livro com outros das séries. Também reparei que a "Misericórdia" é um termo usado tanto na série Z Nation quanto neste livro.
Do mais, gostei de como a autora não teve dó de matar personagens que julgaríamos essenciais para a trama; também gostei do romance improvável e de imaginar um segundo romance vindo por aí. Denise não aposta no clichê, ela trabalha as emoções e situações dos personagens e nos deixa com aquele gostinho de quero mais. As Coisas que Perdemos é exatamente isso. O título do livro é o que o enredo trás, nos faz questionar e nos colocar no lugar dos personagens, nos faz pensar em como seríamos em um mundo como o existente na trama. Terminei o livro maldizendo a autora por ter me feito ficar encantada e puta da vida durante a leitura. Mesmo assim, tenho que admitir: Gostei demais! ;)

A narrativa é em terceira pessoa, acompanhando os personagens e principalmente Dylan. Gosto muito desse tipo de narrativa, nos dá uma visão mais ampla de todo o cenário. Encontrei alguns erros de revisão, nada que prejudicasse minha leitura, mas que vale a pena ser mencionado para, quem sabe, ser sanado no futuro. A capa é perfeita, linda e condizente com o enredo, nos deixa ávidos para saber o que nos espera nessas páginas.
Só senti falta de uma ambientação. Não sabemos, em momento nenhum, em que cidade, estado ou país os personagens estão.
"Esse era o novo mundo. As pessoas era mordidas e então morriam. Se a Misericórdia não fosse concedida, elas se transformavam. Tornavam-se uma ameaça, um risco em potencial. A Misericórdia era uma garantia e uma clemência."
Enfim, indico sim a obra. Gostei muito de conhecer essa história e confesso, estou mega curiosa para ler o livro 2. Se vocês gostam desse tipo de leitura, recomendo de olhos fechados. Para aqueles que nunca leram nada do universo zumbi, este é um ótimo livro para começar, aqui, vocês vão encontrar ação e suspense na medida certa!


Tem resenha desse livro em dupla (eu e Tays) lá no blog Coração de Papel. Quer ler??? Clique AQUI.


Avaliação: 



Sobre a autora: 







Jedi, escritora e fangirl nas horas vagas. Viciada em séries, videogame e tão cinéfila quanto se pode imaginar. Apaixonada por lobos, por chocolate, por atores que destroem corações e pelo cheiro de livros. Já navegou por mares desconhecidos, se aventurou em terras fantásticas e participou de um apocalipse zumbi; com o coração aventureiro e a mente cheia de ideias, seus livros contam sobre histórias que gostaria de viver e sobre personagens que gostaria de conhecer.





3 comentários:

  1. G-sus amado! Necessito desse book agora mesmo, adoro livros assim com mais ação e pelo jeito isso ai tem de sombra né. O que me chamou a atenção são kids sendo personagens principais, acho que vou me apegar demais a ela e se uma delas morrer, vou ficar na bad por muitoooo tempo. Medo de ler e entrar na ressaca literária, mas vontade de ler e mergulhar na leitura.
    Já adicionei na minha lista de desejados e quando tiver lido a continuação, poste aqui em! Vou amar saber mais sobre.

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  2. Ana!
    bom ler um livro de zumbis que foge a normalidade dos que estamos acostumados, trazendo protagonistas criança e adolescente, além de zumbis vorazes durante as noites, deve ser horripilante.
    Desejo um ótimo final de semana!
    “ O amor é a sabedoria dos loucos e a loucura dos sábios.” (Samuel Johnson)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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  3. Adoro historias com zumbis e já fiquei interessada ainda mais por ter zumbis diferentes, pois é difícil inovar nessa temática. Ai esses autores cruéis que gostar de matar os personagens e nem se preocupam em como os leitores ficam sentidos kk.

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