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Resenha: A Sala dos Repteis - Lemony Snicket




Edição: 2
Editora: Seguinte
ISBN: 9788535901436
Autor: Lemony Snicket (pseudonimo de Daniel Handler)
Ilustração: Brett Helquist
Serie: Desventuras em Serie - Livro 2
Titulo original: The Reptile room
Ano: 2016
Páginas: 184
Tradutor: Carlos Sussekind

Sinopse:
Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em 'Mau Começo' ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire - e aqui as coisas só pioram.

Resenha:
" Na classificação das pessoas mais infelizes do mundo - e você sabe que elas não são poucas - os irmãos Baudelaire ocupam sem dúvida o primeiro lugar. Eles viveram mais coisas horríveis que qualquer pessoa."
“A Sala dos Repteis” é o segundo livro da serie, e aqui vamos ter mais um capitulo da vida desafortunada dos irmãos Baudelaire.
No primeiro livro , “Mau Começo”, descobrimos que Conde Olaf era um vilão de marca maior interessado somente no dinheiro herdado pelas crianças. Mas, como a fortuna só seria liberada para Violet quando ela completasse a maior idade, Olaf tentou dar aquele jeitinho para colocar as mãos no dinheiro. É claro, não deu certo, e depois de grandes trapalhadas do vilão, Violet , Klaus e Sunny estavam novamente sem uma casa para morar.
Eis ai que o Senhor Poe entra em ação novamente, rastreamento o seguinte parente mais próximo das crianças, e ele é ninguém menos do que  o Senhor Montgomery Montgomery (sim, o nome e sobrenome são iguais), ou Tio Monty, como ele gosta de ser chamado, um famoso reptologista que possui diversas espécies em sua casa para estuda-las, todos localizados em uma sala especializada para os experimentos, a famosa “Sala dos Repteis”.

Assim que conhecem Tio Monty as crianças acreditam que sua sorte mudou, já que o novo tutor, alem de um excelente cientista, parece estar realmente feliz com a presença das crianças, fazendo de tudo para agrada-las. Principalmente Klaus, o estudioso do trio, está em êxtase com a nova casa e as coisas novas que esta aprendendo.
Para melhorar ainda mais a vida dos órfãos, eles acabam descobrindo que Monty vai leva-los em sua próxima expedição cientifica para o Peru, afim de estudar os repteis de lá. Assim, eles logo começam os preparativos para a nova aventura, esperando apenas a chagada do novo assistente do tio para partir.
Mas como Lemony Snicket já nos avisou,  a historia dos Baudelaire não possui final feliz, como um conto de fadas e as historias infantis. Então, quando Stephano chega tudo começa a desmoronar, já que o suposto ajudante se parece um tanto quanto com o terrível Conde Olaf.
"Acho que sempre sentiremos falta de nossos pais. Mas acho também que podemos sentir saudades deles sem que seja preciso estar sofrendo o tempo todo. Afinal de contas, eles não iam querer nos ver sofrendo."
Como eu já comentei na resenha anterior, o ponto alto de toda a trama é a forma como o autor faz a narrativa, em terceira pessoa mais como uma espécie de dossiê, se colocando como um dos personagens da trama e interagindo com o leitor ativamente, e em diversos momentos colocando a sua opinião, por mais que ela seja contraria ao rumo que a historia se encaminha. É uma narrativa crua e bastante objetiva, sem muito sentimentalismo e vitimismo. Lemony Snicket sabe balancear  humor, drama e sarcasmo como ninguém.

Em “A Sala dos Repteis” esse estilo se mantem, do mesmo modo que as explicações de novas palavras para os leitores mais jovens. O autor tem todo um cuidado para que seja um livro instrutivo, de diversas formas.  Mas, em todo caso, aqui ele comete um erro gravíssimo, classificando sapos como repteis, quando na verdade são anfíbios. Mas a correção vem imediatamente, por uma nota de rodapé, acredito que acrescentada pelo tradutor.

Enfim, neste volume não acontece tantas reviravoltas quanto em “Mau Começo”. Inicialmente tudo é mais parado, dando aquela sensação errônea de calmaria, de que a vida do Baudelaire pode realmente estar entrando nos eixos, só para então, jogar um balde de água fria em nossas cabeças.

Já o livro físico, segue também o mesmo padrão do anterior, com ilustrações de diversas passagens da trama.  É um livro lindo,  mas com menos de 200 paginas, infelizmente.
“Uma das coisas mais difíceis da vida é pensar nos arrependimentos. Algo nos acontece, então fazemos o que não deveríamos ter feito e, anos depois, desejaremos que tivéssemos agido de outra forma.”
Sobre o autor:

Daniel Handler (nascido em 28 de fevereiro de 1970 em São Francisco) é um escritor e cineasta americano. Ele escreveu os romances The Basic Eight e Watch your Mouth. É casado com Lisa Brown, artista gráfica que conheceu na universidade.
Originalmente, Handler utilizava o codinome Lemony Snicket ao invés do seu próprio nome na lista de correio de diversas organizações de extrema direita que ele pesquisava para escrever um de seus livros. Isso se tornou uma espécie de brincadeira entre os seus amigos, que costumavam pedir pizzas sob o nome. Como Lemony Snicket, Handler escreve uma série de livros chamada Desventuras em Série, sendo que Snicket faz parte de história assim como seus irmãos e a mulher que amava. Atualmente há treze livros lançados da série.

8 comentários:

  1. Altas aventuras a desses irmãos hein?
    Parece ser uma leitura bem relaxante, envolvente e divertida.
    Estou bem animada pra ler a série! Sua resenha me deixou ainda mais curiosa.
    Beijos,
    Caroline Garcia

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  2. Oi.
    Como sempre comento, tenho muita vontade de fazer a leitura dessa série. A edições são tão lindas, quero muito na minha estante! Não é uma leitura fácil, pois saber que essas crianças estão sempre a sofrer, já é cansativo. Mas tenho certeza de que é uma ótima leitura e que compensa muito.
    Resenha perfeita.
    Beijos.

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  3. Olá, A Sala dos Répteis, embora não tão brilhante quanto seu antecessor, mostra ao leitor que só haverá desgraça pela frente e que Lemony Snicket não estava brincando quando afirmou tal coisa. Também achei estranho o fato de o sapo ser considerado réptil mas como dito isso foi intencional. Beijos.

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  4. Achei uma pena esse volume ser mais parado gosto quando tem agitação e muitas reviravoltas rsrs. Mas se é para o bem dos irmãos tudo bem ser mais calmo, mas tudo que é bom dura pouco e já vem armação pra cima dos órfãs com esse Stephano.

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  5. Ai Geeh!
    Tenho a maior vontade de ler essa série, mas fico com a maiot dó dessas crianças que sofrem de todas as formas, em cada livro de um jeito diferente, mas o que acho mais bonito é que eles se completam e estão sempre unidos.
    “A sabedoria dos homens é proporcional não à sua experiência mas à sua capacidade de adquirir experiência.” (George Bernard Shaw)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  6. eu sou louca para ler essa série, parece ser livros curtinhos e divertidos de ler, quanto ao tamanho acho que tem tb a questão do público alvo dos leitores...
    realmente trocar anfibios por repteis é bem complicado, ainda bem que alguém corrigiu
    enfim quero conhecer os coitados dos irmãos ;)

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  7. Oi.
    Como comentei na resenha anterior Estou louca para assistir a série mas ainda não tive coragem de começar a ler os livros adorei a premissa da série e desanimei um pouco em saber que este livro tem pouca ação mas ainda assim tudo é cativante a narrativa em terceira pessoa feita como dossiê é bem intrigante, espero em breve tet coragem.
    Bjs.

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  8. Ainda não li nenhum livro da série mas sou apaixonada pelo filme e também pela série da Netflix que ainda estou assistindo!!
    Bjoss

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