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Resenha: Sorte ou Azar ? - Meg Cabot

Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 8501080918
Autor: Meg Cabot
Titulo original: Jinx
Ano: 2008
Páginas: 288
Tradutor: Alves Calado

Sinopse:
Mais um sucesso da mega vendedora de livros Meg Cabot. A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá ? e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro... Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la?
Resenha:
"O negócio é que minha sorte sempre foi um horror. Olha só o meu nome: Jean. Não Jean Marrie, nem Jeanine, Jeanette ou mesmo Jeanne. Só Jean. Sabe que na França os garotos são chamados de Jean? É João em francês. Tudo bem, não moro na França. Mas mesmo assim. Sou basicamente uma garota que se chama João. Pelo menos seria, se eu morasse na França."
Quem também ama Meg Cabot levanta a mão!! Então, eu sou fã da autora, mas até o momento só tinha lido a serie “A Mediadora” e os livros publicados por ela como Patricia Cabot. Daí, quando encontrei “Sorte ou Azar?” perdido na minha estante, logo resolvi me jogar na leitura, afinal, Meg Cabot é Meg Cabot.

Jean Honeychurch - ou Jinx, como é conhecida - é uma adolescente azarada. Para todo lugar em que vai as coisas sempre parecem dar errado. Então, não é surpresa quando as coisas saem do controle em seu atual colégio, na cidade do interior onde sempre morou com a família.

Depois do incidente, ela acaba indo de mala e cuia para a casas dos tios em Nova York, onde vai estudar em uma escola particular badaladíssima, junto com sua prima e amiga de infância, Tory.

Mudar-se do interior para a badalada Nova York. Estudar em um ótimo colégio e ainda por cima ter a sua melhor amiga de infância ao lado parece um sonho perfeito para qualquer garota na idade de Jean. Mas, as coisas começam a degringolar logo que ela coloca os pés na cidade, já que Torrance mudou completamente. Jinx quase não reconhece a prima quando a vê. Alem de ter se tornado uma menina mimada, com gênio forte e com um gosto bastante extravagante para roupas, agora ela também acredita que ambas herdaram os dons de uma antepassada da família, e que são bruxas poderosíssimas
Para surpresa de Jean, ela descobre que a prima até mesmo já fundou um “coven” com os amigas de escola, e que toca o terror em todos que ousam entrar em seus caminhos, ameaçando de lançar feitiços em tudo e todos. Torrence então, começa a coagir a prima, de todas as formas possíveis, para ela entrar no grupo.

E é também através da prima que ela conhece Zach, um de seus futuros colegas na nova escola, e também o motivo de Tory atormentar ainda mais sua vida, já que ela e o rapaz estabelecem uma amizade logo de inicio. Mas o que Jean não sabe é que Tory nutre uma paixão platônica pelo menino a muitos anos e acredita que ambos estão destinados a ficar juntos. Nem que para isso ela precise de uma ajudinha do destino – leia : nem que para isso ela precise enfeitiça-lo -

Apesar do obstáculo da prima problemática que acredita que é bruxa, Jinx tenta a todo custo contornar a situação e manter  os ânimos, já que esta morando de favor na casa dos parentes.
Mas, as coisas parecem pior a cada dia e atingem seu ápice quanto Torrence trás de volta o passado sombrio de Jean (literalmente).
“Ter cuidado, sim. Medo, não. Porque seu poder, seu dom, faz parte de você. Uma parte boa, e não má. Ao não abraçá-lo, você está negando parte de si mesma. É como dizer que não gosta de si mesma. E isso é errado. Sem dúvida você pode ver que é isso que está acontecendo, porque tem uma espécie de... bem, como você diz, azar, não é isso que jinx significa?"
“Sorte ou Azar?” é um livro curtinho, tem quase 300 paginas, mas como foi um publicado em versão menor que a padrão e com uma fonte de tamanho agradável, a sensação que temos é de bem menos. Sem contar, é claro, que Meg Cabot mantem aquela sua agradável característica de escrita simples, leve e fluida.
A narrativa é feita  em primeira pessoa, pelo ponto de vista apenas de Jean, o que nos permite uma compreensão bem detalhada da personagem.

Bem gente, eu sou uma fã da autora que esta acostumada com seus livros publicados para o publico adulto. Levando isso em consideração, pode-se dizer que foi um choque e tanto a leitura deste livro.
Primeiro de tudo, a meu ver, a personagem principal é extremamente rasa, sem uma personalidade consolidada de fato. E como eu falei acima, a narrativa em primeira pessoa deveria aprofundar as peculiaridades pessoais da protagonistas, já que ler o livro é basicamente como ler os pensamentos dela. Mas, grande parte do que conseguimos captar e o seu pessimismo extremo e sermos lembrados, pelo menos a cada pagina, do quanto ela é azarada. O elemento é tão forçado no enredo que não abre margem para que o leitor aprecie os outros aspectos trama e da personagem.

Já os personagens secundários são pouco trabalhados. Torrence, a prima malvada que acredita ser bruxa, tinha tudo para ser aquele tipo de vilã que todo mundo adora, no clássico estilo “Regina George”, mas também não fluiu bem, já que a autora não dá o destaque devido a personagem.

Outro ponto que me incomodou foi a inclusão da magia, que no mínimo eu posso descrever como risível. A autora se propôs a incluir na trama algo extremamente peculiar, mas ao longo da leitura isso se perde completamente, sem contar que em nenhum momento é realmente desenvolvido. Até mesmo nos filmes de sessão da tarde de “Sabrina, aprendiz de feiticeira” o tema é melhor abordado.
Eu realmente entendo que o publico alvo é outro aqui, mas para alguém que leu “A Mediadora”, que é o meu caso, e que também é para o publico juvenil,  eu nem acreditaria se tratar da mesma autora, se não soubesse.

Não vou dizer que foi uma leitura decepcionante, pois não foi uma total perda de tempo, mas eu esperava bem mais da Rainha Meg Cabot.

Sobre o autor:


Meggin Patricia Cabot, mais conhecida pela abreviação Meg Cabot ou Patricia Cabot ou pelo seu pseudônimo Jenny Carroll (Bloomington, 1 de fevereiro de 1967), é uma escritora estadunidense.
É mundialmente famosa por ser autora de mais de 60 livros, dentre os quais seu maior bestseller é a série de dez volumes O Diário da Princesa. Atualmente Meg vive com seu marido e sua gata de um olho só chamada Henrietta em Nova Iorque.
Quando jovem, Meg passava horas a fio lendo as obras completas de Jane Austen, Judy Blume e Barbara Cartland. Munida com seu diploma de graduação em Artes na Universidade de Indiana, Meg se mudou para Nova Iorque, com a intenção de seguir uma carreira de ilustradora autônoma. A ilustração, entretanto, logo cedeu lugar à verdadeira paixão de Meg - a composição literária

6 comentários:

  1. Oi Geeh!
    Eu adoro a escrita da Cabot, mas ainda não tinha visto comentários sobre o livro. Gostei da história de forma geral.
    Não sei se casou bem a amiga da Jean, Tory, com esse negócio de feitiço e não consigo imaginar isso inserido na trama.
    Apesar disso, eu gostei muito da capa e da estrutura.
    Obg pela dica ;)
    Abc

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  2. Ainda não li nem um livro da autora Meg Cabot, mas quero muito ler a série A Mediadora, uma pena você ter achado essa leitura decepcionante, uma pena a leitora não ter explorado mais os personagens, no momento não pretendo ler este livro, quem sabe futuramente.

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  3. Geeh!
    Triste ver uma autora tão boa se perder em um livro adolescente que até tinha tudo para dar certo.
    Realmente todo azar de Jean parece bem forçado, além de ela não ter uma personalidade tão formada e tentar enfrentar tudo...
    Uma semana esplendorosa!
    “O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo.” (William Shakespeare)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  4. Li A Mediadora e gostei muito, mas acho que não leria esse parece ser fraquinho, faltou se aprofundar no assunto e nos personagens, fiquei sem entender qual o real significado da personagem ter má sorte se tiver mesmo.

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  5. Nunca li nenhuma obra desta autora, ma tenho bastante interesse exatamente pelos tanto elogios em relação a sua escrita, e suas obras, no entanto pelo visto nesta estória em especial faltou bastante envolvimento e aprofundamento na construção dos personagens, principalmente protagonista e personagens secundários, o que acabou deixando bastante a desejar, uma pena.

    Participe do TOP COMENTARISTA de Julho, para participar e concorrer aos livros "O Casal que mora ao lado" e "Paris para um e outros contos".
    http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/

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  6. nao li nada da autora fiqeui um pouco desanimada de saber que vc esperava mais sabe nao conhecia o livro mais talvez um dia possa ler
    beijos obgda resenha perfeita

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